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terça-feira, 24 de abril de 2012

East Rutherford, New Jersey - 04/04/12

Esse blog se chama "Greetings from Asbury Park", em homenagem ao primeiro álbum lançado pelo Bruce Springsteen e também pra celebrar o local mágico que foi Asbury, berço do melhor rock do final dos anos 70, início dos 80. Lugar em que bandas como Bon Jovi fizeram a sua história.

"Heroes are important. What would we do without them? If there was no Bruce, there'd be no me - and if there were no Bob Dylan, there'd be no Bruce". (JBJ).








Izod Center? Metlife stadium? Wait a minute! Let's cut the crap right here! (very Joisey...LOL!). Pra mim não existe outro nome além de Meadowlands e Giants stadium. Period. Ver Bon Jovi em NJ é mágico. Mas também é um pouco tenso, você sente que a banda tá preocupada porque tem milhares de convidados, a mãe do Richie passa atrasada e com uma caralhada de gente(!), e sempre me pego distraida vendo os filhos do Jon ao invés de focar no show. O Jon fica visivelmente mais tenso em casa, deve ser a presença da Dot, risos!

"Bruce is to New Jersey like...I don't know how to compare it to something that you'd appreciate - but it's like the national soccer team! He's sort of hero to the American public and he's a nice man, you know what I mean? He was nice to me when I was a kid. I first met him ten years ago and he helped me become who I am now". (JBJ, 1988)

Ver Bruce ao vivo era um sonho antigo. Ele veio uma vez só ao Brasil num show da Anistia. Nunca coincidiu nenhuma data de turnê com viagens minhas nesses anos todos...mais eis que desta vez, ALELUIA! Não só caiu exatamente na data perfeita, mas também no lugar perfeito: Jersey, baby! Em New York vejo uma fila no Port Authority e umas pessoas com camiseta do Stone Pony. Yes, com certeza estou na fila certa pro show. Existe uma mística que envolve Bruce, o Boss, e naquele dia eu finalmente consegui entender o porquê.

The Boss

Bruce é um artista na melhor definição da palavra. O show é uma produção muito simples, pouca luz, nenhum cenário, o foco é só dele e da E Street Band. Aos 62 anos, Bruce corre no palco como um garoto e se joga de joelhos imitando Elvis. A banda é a coisa mais sólida e afinada que eu já vi numa arena. O som é perfeito, limpo, quase orquestrado. Uma vez li que Bruce faz questão de sentar em diferentes seções de um estádio pra ouvir exatamente o que o público vai ouvir e acertar o som nos mínimos detalhes. Faz todo o sentido. De onde eu estava, a seção 236, muuuuuuito distante do palco o que eu ouvia beirava a perfeição. Cada instrumento aparecia com algum destaque, mas de forma harmoniosa. Algumas músicas não acabam, têm transição. Deve ser ensaiadíssmo, mas tudo ali parece funcionar de forma despretensiosa. E isso é o melhor de tudo. Bruce não faz caras e bocas pra câmera. Ele faz caras e bocas pros fãs! O tempo inteiro interage com a galera, aponta, lê um banner, acena....até que não se aguenta e faz um stage dive. Wow!



O show começa e Bruce berra: "New Jersey! Get your lazy asses out of those seats!" Hahahaha! Qualquer semelhança com o "This ain't television, get up of your seats!" é pura coincidência! É impressionante perceber que cada gesto, cada movimento, tudo me lembra o Jon. Os fãs de Bruce são um tanto fanáticos, parece até um transe coletivo. Reconheço a violinista e o percussionista já tocaram várias vezes com o Jon, na tour solo. Passo as 3 primeiras músicas chorando: de alegria, de emoção, de gratidão. Pra mim é incrível ter a chance de ver Bruce ainda no auge, com músicas novas, poder ouvir aquela batida emblemática e sua voz rouca, sem o menor gosto de nostalgia. Wrecking Ball é um dos melhores álbuns da carreira dele. Seria tão fácil pegar os mega hits e só buscar o aplauso fácil. Mas o show caminha por músicas obscuras, por várias épocas da carreira até culminar nos hits. A sequencia matadora: Born to Run, Dancing in the Dark e Tenth Avenue não é para os fracos! As luzes se acendem pra despir o Boss de qualquer pretensão, ele quer apenas é sentir o amor que a platéia fanática oferece a ele...e ele responde com uma alegria e satisfação raras de se ver pra alguém que já está na estrada há tantas décadas.





"Are we missing anybody? Do I have to say the names? All I can guarantee is, if you're here, and we're here, then they're here tonight. So raise your voices." (Bruce)

Ver a E Street sem Clarence Clemons é muito difícil. Várias vezes no show Bruce faz longas referências a ele, e o público aplaude muito todos os solos do Jake Clemons, que emocionado, retribui o carinho e aponta pro céu, como se estivesse buscando inspiração do tio. Em Tenth Ave. Bruce para a música e aponta pra fotos do Clarence no telão. É muito tocante. Vi muito marmanjo chorando que nem bebê. Eu também desabei a chorar e o show acaba pra mim da  mesma maneira que começou: uma emoção difícil de controlar.

Este blog é um tributo aos meus herois, que assim como Clarence, inspiraram bandas como Bon Jovi a fazer o melhor do rock and roll.





sábado, 17 de março de 2012

Review Dublin, Ireland - 07/06/08

"Dublin expects greatness. They don't accept any nonsense. It's always a great crowd. They love us as much as we love them". (JBJ)

Não existe explicação científica, mas certas cidades no mundo sempre ganham bons shows de BJ. Chicago, Munique, Nashville...na tour Lost Highway foram Kansas City e Stuttgart, com apresentações incríveis...mas de todas, Dublin certamente é abençoada. Na tour anterior eles tiveram "Garageland", "Dry County". Jon já cantou até "One", cover do U2. Ver um show em estádio na Europa era uma das experiências ainda inéditas pra mim, e nada melhor do que a cidade favorita do Jon para ter certeza de pegar um show especial. Mas o local escolhido não era um estádio, mas sim um hipódromo, numa cidadezinha a 50 km de Dublin, no meio do nada.

Literalmente.



O Matt (irmão do Jon) foi falar com a galera do fan club que estava na fila e acabou fazendo a velha piadinha "BJ plays anywhere. If there's no electricity, we'll bring it", certamente inspirado pelo local bucólico em que estávamos. A fila finalmente andou, pegamos os ingressos e a pulseirinha do gold circle, uma área restrita que deve caber umas 1.500 pessoas, bem na frente do palco. Passamos pela segurança e mais espera. Sol de 30 graus na cabeça. Eu morrendo de medo dos carrapatos irlandeses amaldiçoei todas as gerações de cabeçudos de NJ...hahaha, brincadeirinha. Finalmente fomos liberados pra entrar e tive poucos segundos pra escolher: front row no lado do Hugh ou second row centerstage?? O q vcs fariam?

***


Ver uns 5 roadies alucinados derrapando no palco pra ver se estava escorregadio me dá a ligeira impressão de que eles ouviram bronca em shows anteriores. Richie dessa vez tem um porta-chapéu super fashion e eles ficam lá pendurados quando o King quer mudar o visual naquelas combinações malucas que só ficam bem nele. (Ele tá usando cada blazer de veludo estilo sofá de museu, coisa mais lindaaaaaaaa!). Ao invés de água, uma garrafinha cor de whisky mas lógico, deve ser gatorade sabor 12 anos! Jajajajaja! Pro Jon, o de sempre: maracas (o que imediatamente que me dá arrepios só de pensar que teremos KTF!), toalhas pretas, canecas pretas, água, palhetas. Mas nesse show um mega kit "bad medicine" entrou em ação e ele tinha bombinha pra garganta e spray de nariz. A primeira banda de abertura até que não foi ruim, mas fiquei sentada, pra guardar energia pro momento certo.

Mas quando Kid Rock entrou hey babe, good guys don't always wear white!!! Kid estava de branco dos pés à cabeça, sem camisa, colarzão de ouro, um legítimo pimp! A banda é boa e Kid Rock tem presença de palco, uma voz cheia de blues, oh my lord! O mais funny foi quando ele anunciou uma cover..."Drift Away"!! O gold circle inteiro cantando e ele sem entender nada, muito engraçado! Os membros da banda ficaram tão animados que começaram a tirar fotos da galera, LOL! A terceira banda - Razorlight - foi a coisa mais xarope do mundo, mas a galera curtiu. Eu quase fui pisoteada mas nem dei a mínima, sentei e dormi.

"The Dublin show was one of those days - it happens in those dusty green soccer fields - when my hay fever and allergies kicked in. I was in such pain. My eyes were swelling shut. I was sneezing like crazy. In my quick-change room, I was blowing my nose during every guitar solo". (JBJ) 
20h30, céu azul, o show começa mas ainda é dia! O sol forte e o vento frio são um teste de resistência pra qualquer um. A italiana que estava na minha frente passou mal e pediu aos seguranças pra sair, minutos antes do show começar, deu a maior dó. A banda abre com Lost Highway, pontualmente, sem nenhuma enrolação. O palco é grande mas a área em que a banda fica é até pequena. Richie, Lorenza e Dave de um lado, Tico, Hugh e Bandiera do outro. Na grade havia tanta bandeira que mais parecia reunião da ONU. Alemanha, Israel, Itália, Portugal, Irlanda...a nossa tb marcou presença, graças à Cássia e Julie, e ae?? e o Jon apontou pra elas em Raise your Hands, tãaaaaao fofo! Logo na entrada ele dá uma olhada geral, lê os banners e é bacana perceber que reconhece vários fãs, porque, aliás, todo show na Europa tem praticamente as mesmas pessoas na front row! "This is the niciest day I've ever been in Dublin! No hayfever is going to stop me now!" Jon comenta rindo. Aiaiai, a alergia dele tinha que atacar justo nesse show?, pensei. "Captain Crash" começa e realmente cai a ficha que estou na Europa. Desde o primeiro acorde neguinho tá com o braço no ar, a música inteira, fala sério. Pelo telão dá pra ver a imagem de um mar de gente com os braços no ar, tchurutchu...tchurutchutchu...inesquecível.

O calor persiste e um segurança sobe na grade em direção ao gold circle. Abre uma roda, ninguém sabia se era briga ou algo do gênero. Jon parou o show, colocou as mãos nos joelhos e ficou lá olhando intrigado. Só deu o sinal pro Tico voltar a tocar quando viu que era uma menina desmaiada sendo retirada. Foi perto do Hugh e perguntou: are you ok? Ele balançou a cabeça dizendo que sim. Achei bonitinho o Jon lembrar que o Hugh existe LOL! A melhor parte do show começa. "Mercy" é uma das covers mais bacanas dos últimos tempos. "Start me up" é quase um atentado ao pudor, com o Jon apontando pra galera: if you start me up I'll never stop! imitando Mick, cheio de caras e bicos.



"I've been waiting sooooo long to come to Ireland!" o bom humor do Jon continua, apesar da hayfever, dava pra ver que ele buscava forças pra cantar, fechava os olhos por longos períodos, mas de repente sorria. Nos solos do Richie ou entre músicas ele ia pro cantinho dele colocar spray no nariz. Depois ele comentou que os remédios estavam o deixando maluco! Heheheh!



Em "In These Arms", uma maluca bêbada que estava no pit resolveu agarrar o Jon. Ela caiu, levantou, o segurança puxou o pé dela, o câmera man tentou ajudar, mas ela derrubou a câmera e grudou no Jon! Foi engraçado mas deu um certo nervoso. Só depois de ganhar um beijão na boca a garota o soltou. O mais engraçado foi ele cambaleando, limpando a boca e dizendo que as mulheres irlandesas eram malucas...e que ele sabia disso pois se casou com uma!

Richie assume o microfone pra cantar "I'll be there", dedicando aos fãs. Ele não estava no auge da boa forma (fisicamente, nem como músico) mas estava bem. Em KTF ele até deu uma corridinha pras laterais e fez um solo de cada lado do palco.


No bis Jon volta e muda o set list. "Halleluiah" (depois descobri que era uma das audibles do dia). Linda, poética, de arrepiar. "Always" não estava prevista mas nos primeiros acordes Jon se curva numa reverência "atendendo aos pedidos", e a galera vai à loucura cantando muito.
"Sometimes you have a night like Dublin, where it's pure magic. I love Ireland. I wish I was Irish". (JBJ)

O show vai acabando mas todo mundo quer mais. Eles voltam e ainda encerram com "These Days"! No final Jon chamou Lorenza e Richie pra frente do palco e passou a régua. A banda ficou um tempão se despedindo, conversando no centro do palco e quase tive a impressão que eles fariam um 3º bis, mas não rolou. Mesmo assim foram 2h30 de um show impecável na terra do U2.

domingo, 17 de julho de 2011

Shows imperdíveis, que eu perdi - 3

#3 - Bristol, UK 2011

Este foi um show anunciado depois das datas de UK e cheguei até a cogitar ir, mas me custaria passar correndo por Londres apenas pro show do Hyde Park, sem tempo pra curtir a minha cidade predileta nesse planeta. Com o agravante que minhas amigas Faby, Leila e Sylvia tinham decidido ficar lá passeando. Ao menos que você viaje de jato particular (como é o caso da banda), acompanhar vários shows na Europa é um perrengue master. Tipo pra quem já está no estágio avançado de fã, sabem?! Risos. Exige um preparo físico, mental e financeiro absurdo. Dessa vez eu fiz 5 shows em 3 países diferentes em 9 dias. Contando que eu ficava, em média, 12 horas no estádio nos dias dos shows, o resto do tempo você arrasta o que sobrou do seu corpo pro show seguinte!

Mas se eu pudesse voltar no tempo, eu certamente repensaria. Diferente do que imaginei (show ressaca pós Hard Rock Calling), eles tocaram um setlist dos sonhos em Bristol. Abriram com Happy Now, Just Older, Livin in Sin e...Letting you Go. Minha Nossa Senhora de Nova Jersey! Eu ia empacotar se ouvisse essa música. Mas, terei que me contentar com a melhor memória que tenho do show de Curitiba em 1995, na Pedreira Paulo Leminski. Quem tava lá sabe do que tô falando. Aquele lugar, aquela melodia. Foi mágico.


A parte boa da história é que eu não fui, mas o Júnior foi e escreveu uma review bacanérrima. Valeu Júnior! Adriana Barreto e Carol Bongiovi tb foram testemunhas desse show fenomenal. A melhor parte de você seguir sua banda preferida é poder compartilhar os melhores momentos da sua vida com gente bacana. E nesse quesito I'm very lucky person! :)

Eu, Jr e Carol em Manchester

Segue a review abaixo...enjoy!

Review – Bon Jovi – Bristol (27-06-2011)

Três horas de show, uma banda extremamente animada e Richie Sambora como nos velhos tempos se mexendo no palco, correndo e dando um show a parte. Assim foi o sensacional show do Bon Jovi no Hyde Park, no dia 25 de junho de 2011, com 65 mil testemunhas. O melhor show que vi na vida.

Qualquer banda que faz um show memorável e especial geralmente desacelera no próximo, vai com mais calma, mas nesse caso não, afinal não se trata de qualquer banda. Eu sabia disso e assim fui para Bristol, onde teve início a minha saga para chegar ao estádio.

Relembrando hoje é até engraçado, mas na hora não foi nem um pouco e quase perdi o show. Peguei o ônibus em Londres, num calor de 40 graus, e pouco antes de sair do ponto o motorista anuncia que devido a um problema interno o ar condicionado não estava funcionando e não tinha como abrir as janelas...

A galera foi ao delírio! Afinal, ninguém informou que além da passagem todos tinham direito à sauna grátis...
As duas horas e meia previstas de viagem viraram quatro! E eu estava muito preocupado, pois a tenda do Backstage fechava às 18h00, e era lá que eu tinha que pegar meu ingresso.

Desci do ônibus às 17h50 no centro da cidade e peguei um táxi correndo. O motorista era árabe e não falava inglês muito bem, então imagine como foi minha comunicação com ele...
Não andamos nem cinco minutos e o táxi literalmente parou num dos trânsitos mais loucos que já vi na vida e chegamos a ficar 15 minutos sem andar um único metro, que me fez ter uma idéia brilhante: desci do táxi e saí correndo no meio dos carros sem saber onde estava indo, desde que não houvesse trânsito... olha só o que essa banda é capaz de fazer com a gente, deve ter sido lindo...

Bem longe dali tive que literalmente me jogar na frente de um outro táxi no meio da rua para ele parar, já que estava completamente perdido, e aí sim consegui ir ao estádio. Só para registrar, o taxista era, digamos assim, meio porco, e nunca entrei em um carro tão sujo quanto aquele e tive que sentar em cima de várias chips “verdes”... foi memorável!

Quando cheguei lá o pessoal do Backstage já estava colocando a tenda no caminhão para ir embora. Expliquei o que aconteceu e me atenderam muito bem. Chamaram algumas pessoas e meu ingresso chegou rapidinho. A equipe que estava lá em todos os shows sempre foi muito bacana.

Logo que pisei no Diamond Circle vi a minha amiga Adriana na primeira fila do Gold Circle e só deu tempo de cumprimentá-la, pois a introdução do show já tinha começado a rolar. O estádio estava lotado com 30 mil pessoas, mas era um pouco menor que os outros locais dessa tour.
E é nessas horas que pode-se constatar porque realmente o Bon Jovi é diferente, único. A banda entrou com “Happy Now”, uma das minhas preferidas do The Circle e a reação do público me surpreendeu, pois muita gente cantou junto com o Jon. Dava pra ver na cara dele que estava bem e se divertindo, e quando isso acontece é bom se preparar porque vem coisa boa por aí...

Menor que os outros shows que assisti nessa tour (foram “apenas 22 músicas”), mas não menos empolgante, Jon logo avisou que parecia que estava em “férias de verão” e que seria uma “request night”...

A segunda surpresa veio com “Just Older” e foi emocionante ver Jon e Richie cantando juntos no mesmo microfone. Richie ainda fez caretas para o Jon rir enquanto cantava e foi muito engraçado ver uma banda com quase 30 anos de estrada se divertindo no palco. Como isso é raro no rock ‘n roll...


Jon também brincou muito com o público, chegando a falar diretamente com algumas pessoas. E um desses momentos vai ficar marcado para sempre na minha memória: ele viu a placa de uma garota pedindo a raríssima “Living In Sin”, fez uma brincadeira e falou; “vamos atender esse pedido!”. Infelizmente a banda deixou de tocar “I’ll Be There For You”, mas para mim foi de arrepiar e por isso o show de Bristol sempre vai ser especial. Era a música que eu mais esperava ouvir.
E a festa continuou com “In These Arms”, outro grande momento da noite, além de “Have A Nice Day”, que levantou todo o público, e “Keep The Faith”, que encerrou o set.

A hora do bis em um show do Bon Jovi é sempre a mais esperada, pois nunca se sabe o que eles vão tocar: pode ser um sucesso comum ou um b-side obscuro e em Bristol não foi diferente. A banda voltou com “Someday I’ll Be Saturday Night” e desenterrou “It’s Hard (Letting You Go)”, quando no final Jon soltou a frase “Maybe not perfect but...”.
Mas não se preocupe Jon, para mim e os outros 30 mil fãs presentes, ela foi perfeita, assim como toda a noite que vai deixar saudades de ver a melhor banda de rock ‘n roll detonando no palco. 


sábado, 16 de julho de 2011

Review Manchester, UK - 24/06/11

Na manhã seguinte fui cedinho pra estação de trem de Edimburgo e quando estava tranquilamente tomando meu café da manhã vejo o indefectível roadie do Richie e mais um outro cara da crew sentando no banco ao lado do meu. Cinco minutos depois toda a crew da banda aparece e, lógico, ficou óbvio que tinhamos o mesmo destino: Manchester.

Outdoor em frente ao metrô: BJ everywhere!
A cidade é quase uma mini-Londres. Tem até um pequeno London Eye! Manchester é considerada uma das cidades com mais rock and roll na veia. Berço do The Who, The Clash, Morrissey (aliás, quase peguei um show dele na Escócia, uma pena!)...e do melhor Hard Rock Cafe da minha viagem! Lá encontrei os brazucas Carol e Júnior e vimos uma banda bem bacana tocando ao vivo. Escrevi um torpedo num guardanapo e pedi Bon Jovi. Foi muito engraçado ver a cena: os caras leram, se olharam, conversaram e....nada. Não tocaram! Risos!
Great night out @Manchester
Enfim, felizes depois de alguns drinks voltamos ao hotel. Como ninguém conseguia dormir resolvemos dar um rolê no local do show, um estádio de...críquete! Sensacional! :) E numa friaca de uns 8 graus e um vento gelado cortante vimos umas 5 cabanas cheias de die hard fans que estavam acampando pra pegar um bom lugar na fila. Tem louco pra tudo.

Getting better day by day
Acabei ficando novamente na 2 fila atrás das israelenses (igual Edimburgo) e pra minha surpresa a largura do palco era menor. Quando colocaram o microfone branco do Jon fui perceber que estava literalmente na frente dele. Minutos antes do show começar as israelenses da front row tiraram as blusas e ficam de alcinha num frio de 8 graus! Hahaha, foi uma cena tão engraçada que até o Jon comentou (@1:00):

A banda pisa no palco e com eles...a chuva! Chuva torrencial, choveu o show inteiro! Sem parar um segundo sequer nas 2h20 de show.  Em Bad Medicine Jon destila a ironia e começa a tirar sarro do Glastonbury, festival que esnobou o Bon Jovi, chamando U2 pra ser a principal atração e deixando BJ com Hard Rock Calling. Ele ficou resmungando que não precisa da "lama" pra ser "dirty": I deserve to be a little angry! Hahaha! Sobrou até pro Hugh. O Jon tirou sarro dele: you’re getting worried Huey? You’re not worried, are you?!  Veja aqui:


Jon parecia sentir menos dor no joelho e já andava mais pelo palco. Andava tanto que em Bed of Roses, de repente, cadê o Jon? Não, não pode ser... tá chovendo pra cacete...desde Helsinki ele não vai lá... Jjjjjjon, sai já dessa passarelaaaaaaaa!!!

Os fãs do pit, os seguranças, a crew, a banda, todo mundo agoniado olhando sem acreditar. Afe, não adianta né? Todo mundo com o coração na mão com medo que ele escorregasse naquela ponte encharcada e ele não só deu toda a volta como agachou várias vezes na passarela com aquele joelho podre pra pegar na mão dos fãs. Ele queria interagir. Ele queria agradecer cada um dos 46 mil fãs presentes por acreditar na banda, não ter ido no Glastonbury e por não arredar o pé de lá apesar da chuva insistente. Como eu sempre digo, vai ser teimoso assim lá em New Jersey, pelamordedeus! Termina a música e ele vira pra banda e dá um sorriso maroto.

Já que o humor do Jon tava melhor resolvi pedir umas músicas mais raras, hehehe! Mostrei minha plaquinha de Letting you Go, Livin in Sin (que ele olhou e interagiu muuuuito concordando com a cabeça!), Only Lonely e Lie to Me. Mal sabia que ele ia atender meus requests...mas no dia seguinte em Bristol!!!
Captain Crash é um capítulo à parte na Europa. Além do povo ficar a música inteira com os braços no ar fazendo tchuru-tchu, as israelenses da front row contrabandeam (com a ajuda dos roadies) sacolas e mais sacolas com muito confete.  É divertido, todo mundo fica imundo nessa brincadeira, mas parece até neve. Até o Tour Photographer passou por lá e jogamos muuuuuito confete nele, hahaha! Sweet revenge por ele ficar nos obstruindo a visão! O Jon olha a nossa farra com o coitado e dá risada.


Jon volta pro bis com mais blusas e uma touca preta que mais parecia o papai smurf! Risos! Ele tava com muuuito frio. Até ficou com as mãos nos bolsos pra tentar esquentar:



Mas resolve nos presentear com... Dry County! Aaaaaaaaaaah, perfeita! Jon agradece muito dizendo que, de todos os shows que ele fez em Manchester, aquele ele nunca ia esquecer:

“I can’t believe it. 46,000 crazy fans are dancing away on a wet rainy night in Manchester. I’m the luckiest man in the world.” (JBJ)

To be continued... London is calling!

domingo, 10 de julho de 2011

Review Edinburgh, Scotland - 22/06/11

Edimburgo é a incrível capital da Escócia, com pouco mais de meio milhão de habitantes. Foi a terra que inspirou a autora de Harry Potter por seus castelos, igrejas góticas e escolas assustadoras (hehehe!). Chego na cidade e achei muito estranho os pontos de ônibus terem uma proteção de vidro que impede que você entre diretamente quando o ônibus chega – é preciso acompanhar o painel digital mostrando qual ônibus está a caminho e contornar o vidro para sair no momento certo. Menos de 12h depois o mistério estava resolvido. Com um frio tipicamente escocês de 5 graus, vento e uma chuva fina constante e que chega por todos os lados (!) seria impossível ficar dentro de um ponto de ônibus sem se molhar dos pés à cabeça.


O estádio Murrayfield é muito bonito e a casa do time de rugbi local. Já na fila começo toda a mentalização para que as nuvens negras e pesadas sumam dali e emanando até vibrações do Cacique Cobra Coral, elas sumiram, por uns 5 minutos! Depois voltaram e de lá não sairam mais. Entramos no estádio e eu e Sylvia pegamos um ótimo lugar na 2 fila do Diamond Circle, bem no centro do palco. Chuva vem, chuva vai...resolvemos fazer alguns cartazes pra passar o tempo e desestressar.

Quando finalmente começa a intro e a banda sobe pra tocar os primeiros acordes de Blood on Blood tenho uma visão impressionante: ver o Jon se preparando pra subir o palco. Com o palco alto e o dia ainda claro deu pra ver ele saindo do quick change. Parou na escada, sozinho, super concentrado, olhando pra baixo. Naqueles segundos que mais pareceram uma eternidade deu pra sentir a tensão de um lutador que ia entrar no ringue. Foi a banda pisar no palco e a chuva, sempre pentelha, começou a cair.

Richie super fashion com um cachecol, Jon com aquela proteção no joelho e o pit inteiro com capas de chuvas...afe, aquela ia ser uma longa noite. Eu nunca ia imaginar que meu sonho de ver a tour no verão europeu ia acabar por água abaixo na fria Escócia, com Jon machucado e o Richie voltando de outra rehab. Mas o ingresso sempre diz: chova ou faça sol. The show must go on.

Já no começo o Jon ironiza: uma noite de verão na linda Escócia! Preparem seus protetores solares...eu ouvi dizer que os raios da lua podem ser prejudiciais! Não se preocupem, se precisarem de ajuda pra espalhar o protetor, eu estou aqui! I don’t care for a little rain!!! Ai eu também relaxei e resolvi que aquela maré toda de azar não ia me afetar (eu vinha de 2 semanas em Portugal e Espanha num calor senegales. Andei tanto que detonei meus calcanhares, pernas e lombar. Tava na base do dorflex e aquele vento gelado era tudo que eu não precisava pois fazia doer cada parte do meu ser.)


Ver o Richie de volta é uma sensação indescritível de alívio. Não há Bon Jovi sem ele. Ponto. Ele está bem mais magro, focado e interagindo menos. Parece um pouco mais introvertido e sempre tentando se concentrar pra não errar. Depois de cada solo os fãs (principalmente do DC) o aplaudem muito. Ao ponto do Jon olhar pra gente e concordar com a cabeça. No fundo ele também sabe que não há BJ sem Richie.


It’s pretty cold for late December...From New Jersey to Edinburgh! (JBJ)

Quando o Jon começa a mudar a letra das músicas é um ótimo sinal de que ele tá curtindo o show e quer se divertir. E não deu outra. Resolvo mostrar as plaquinhas impermeáveis (siiiiim, minhas plaquinhas agora são à prova de chuva, hahaha!) e a interação com o Jon tava garantida. Pedi Lie to Me, These Days, Something for Believe in (Julieeeee, mega reciclei nossos cartazes de Vancouver, LOL! O Jon olhou pro banner e disse: I can do that one! Aaaaaaaaaah, fala sério! Quem quiser ler este relato de Vancouver, clique aqui.).

Toda vez que eu pedia uma música ele apontava, dava um sorriso ou uma piscada, ele interagia. A melhor hora foi em Bad Medicine. Eu e Sylvia resolvemos provocá-lo um pouquinho com a pergunta abaixo.


Ele deu risada, ficou apontando alteradamente pros banners e fez um sinal perguntando: duas? E nós: yeeeeeees! Veja no vídeo abaixo, a partir de 1:25, vale a pena ver até o final. “I like what I see, I like what I hear...it must be the pain medicine kick it in...I need a nurse! Or at least someone that dresses like a nurse! Ai ele aponta pra um cara na front row: not you! Definitely NOT YOU! E cai na risada. I like it…I like it… I like it so much that I want to do it again!



Can we move to Scotland? This is my new house! (JBJ)

Ai a mágica dos requests começou a funcionar! Por conta do joelho ele não usou a rampa nesse show. Ganhamos Wild is the Wind e Jon apontou pro banner da Sylvia dizendo que ia tocar uma música do álbum New Jersey.



No final ele olhou novamente e ficou esperando os aplausos. Chega a hora do bis e os acordes de Something to believe in ecoam no estádio...Jon subiu as escadas e apontou direto pro meu cartaz. Oh, Lord...impressionante como isso desestabiliza qualquer resto de racionalidade que havia no meu cérebro. Tentei gravar e tirar fotos e não conseguia, minha mão tremia demais. Resolvi desencanar e curtir, que alguém deveria gravar isso. Youtube rocks! :)



O frio piora, a voz dele está super anasalada, a banda atravessa a música de forma estranha, nem 10% do público conhecia Something to Believe in...nada disso importa. Foi perfeita.
E pra finalizar esse show inesquecível, mais um request atendido: These Days.



Jon olhou cada pessoa no Pit e cantou mudando a letra:

From a second storey window, his knee popped and closed his eyes
He said "Mama, I must be crazy"
And she said "Jonny, you gotta try"
Don't you know that all our heroes died

Ter requests atendidos é a prova de que esta banda é tão devotada aos fãs quanto nós somos devotados a eles.




To be continued...next stop Manchester!

domingo, 28 de novembro de 2010

Review Santiago, Chile - 01/10/10

Cucarachos trip 2010!

1st stop: Santiago

Esse show foi especial pra mim por muitas razões. Já vi muitos shows fora do Brasil mas só então percebi que sempre foram no Canadá ou nos EUA. Países onde já morei, falo a língua e sei exatamente como as coisas funcionam. No caso do Chile, foi tudo diferente. Pra começar, comprar ingresso foi uma verdadeira aventura. Era preciso ter um documento chamado RUT, similar ao CPF brasileiro. O ‘ticketmaster’chileno não aceitava cartões internacionais. A sorte é que tivemos ajuda de uma amiga que mora lá e nos salvou. R$ 300 a cancha VIP, o ingresso de BJ mais barato que já paguei na vida. 

Chegada da banda no dia 30

Enfim, desembarcamos no Chile no dia do show e foi incrível perceber que era um acontecimento importante para a cidade. Desde o taxista que nos mostrou a foto da banda no jornal local, até os atendentes do meu hotel que me perguntaram se eu queria ir no hotel da banda onde 250 fãs estava na porta (!), todos só falavam no show.

Cara super bem humorada com os paparazzi!


Minhas amigas Sylvia e Lica nunca tinham estado lá e, infelizmente, ficaram menos de 24h na cidade. Uma pena. Santiago é fantástica e vale muito a pena visitar com calma. Chegando no estádio as filas eram mega confusas, parecia um labirinto. Como um amigo meu já havia alertado percebi que o povo chileno é tranquilo por natureza. Não sei se é reflexo dos anos de repressão da ditadura militar mas todos são muito contidos, o mundo pode estar caindo, que ninguém reclama. Aqui no Brasil, nego já estaria vaiando, empurrando, chamando a polícia. Lá, todos ficavam em fila indiana, pacatos, fingindo não ligar para a desorganização. Fomos tentar comprar cerveja e descobrimos que é proibida a venda de bebida alcóolica em eventos. Oi?



Estádio Nacional tinha acabado de passar por uma mega reforma


Infelizmente o Backstage não fez nenhum pacote ou setor separado pros sócios. Acabamos ficando na grade, mas bem na lateral. O frio que fazia era impressionante e do estádio dava pra ver as montanhas da cordilheira com neve. O show começa e dá pra perceber que o Jon estava inspirado e feliz, apesar de uns probleminhas na garganta e o frio de rachar. O pessoal começou a empurrar e ele falou: “take it easy!”LOL! Vejam no vídeo abaixo:






Um fato que se repetiu por todos os shows no Brasil e Argentina é a idolatria pelo Richie. É incrível ver as faixas pro King e sempre todos gritando seu nome após cada solo. O cartaz "Sambora = GOD" apareceu algumas vezes no telão e o Jon falou pro Richie: você tem 55 mil amigos aqui hein, hahahah! Na sequencia começa Pretty Woman e o Jon pega um coração de pelúcia que jogaram pra ele e diz que as “Chilean girls will get me in trouble for sure!”. Pulem pra 3:30








Bed of Roses estava como audible no set list e foi tocada. Um belo encerramento pro show, o Jon até sentou no palco e eu fiquei sozinha cantando Cama de Rosas só pra comemorar o primeiro show em terras chicanas, jajaja!



Jon fez questão de pegar a bandeira do Chile e até
 pendurou-a no suporte do microfone até o final do show.


domingo, 29 de agosto de 2010

Review Toronto, Canadá - 21/07/10 – parte 1

Round #2

É incrível como as pessoas às vezes não têm noção do quanto é difícil planejar ver um show em outro país. Ninguém imagina que tive que comprar este ingresso 8 meses antes de sequer saber se poderia viajar. Tinha acabado de mudar de emprego. Meu passaporte e vistos estavam vencidos. Além de tudo é pensar que, pela desvalorização da moeda brasileira, estava pagando duas vezes mais caro do que o dólar americano. A polícia federal entrou em greve e cancelaram a emissão de passaportes. Ainda precisei aguardar 2 (!) meses por uma entrevista no consulado americano para a renovação de meu visto. Tive que comprar passagem, reservar hotéis e tudo mais sem saber se meus documentos estariam prontos em tempo. Mas com esta banda não há espaço para “coulda, shoulda, woulda”. Você aposta todas as suas fichas e reza para que o universo conspire a seu favor. O lema tem que ser:
“I can. I will. It’s just a matter of when”.

Pra realmente valer a pena resolvi apostar minhas fichas (ou meus dólares!) em um pacote VIP pra ver o show da segunda fila. Se é pra arriscar, melhor fazer em grande estilo, LOL! O pacote inclui:

- uma camiseta
- uma credencial
- uma carta do Matt
- um cartão do Jon (“Here’s your the Circle Tour survival kit. See you at the show. JBJ”)
- um tour book autografado
- 100 dólares pra gastar na loja da bonjovi.com
- um souvenir ticket muito fofo escrito o nome do show que você está indo, fila 1, seat 1.
- Backstage tour e jantar
- Banheiros VIP

E uma cadeira.

Oh yeah, super conveniente para mim que viajaria que nem cigana pelos EUA e Canadá. No dia do show você chega mais cedo, pega o ticket na tenda do Backstage e finalmente descobre onde seu seat será. O meu era row 2, bem na frente do Jon. Sweet. Ah! Você também ganha a certeza de que NUNCA, nunca mais, conseguirá ver um show longe do palco. Bom, mas isso é apenas um "bônus" da experiência VIP. O meu pacote incluiu mais extras. Sim, mas estes foram obras do acaso que relato a seguir.

Entramos no Roger Centre e uma música familiar tocava nos speakers. Eu demorei a reconhecer e pior, achei que era uma música ambiente do estádio. Mas não, era a banda fazendo soundcheck naquele momento! Tive a brilhante ideia de inventar uma desculpa e pedir para usar o banheiro. Enquanto o grupo aguardava, fui avançando pelo estádio, escoltada por um segurança e a passos de tartaruga (!) via o Jon ensaiando Damned pelo telão. Ai, que emoção!!!

Voltei e começou o backstage tour que dessa vez tinha apenas 11 pessoas, divididos em 2 pequenos grupos. Foi ótimo porque tivemos tempo de ver tudo com muita calma e aproveitar cada momento. Consegui tirar fotos de guitarras diferentes do Richie.


Alguém reconhece esta guitarra?!
Para nossa surpresa Bobby Bandiera apareceu para bater papo. Super simpático, tirou fotos e parecia o ser mais feliz do planeta. Também pudera, quem não gostaria de fazer parte de uma tour como esta? Comentei que ele cantava maravilhosamente bem uma de minhas covers favoritas, Drift Away (foi um dos grandes momentos da tour LH)




Perguntei também o que ele tinha para o Johnny aquela noite (Jon sempre pergunta nos shows: you got sumthin for me, Bobby?) e ele deu risada. Tiramos uma foto juntos e perguntei o que ele tava bebendo. Tem certeza que não é alcoolico?, brinquei. É ginger ale! Eu juro!, respondeu ele rindo.




Ai ele mostrou rapidamente o local em que as guitarras dele ficam e quando foi procurar uma palheta para nos dar quase derrubou o violão do Jon. Não aguentei e disse: Bobby, seu chefe vai ficar uma fera se você derrubar isso ai! Hahahaha! Anyway, foi uma honra conhecê-lo. Além de ser um amigo da banda, ele é um Juke!


Desta vez pudemos andar por toda a passarela e tirar muitas fotos. O espaço é estreito e cheio de luzes, não sei como o Jon e o Kid Rock não têm receio de cair de lá de cima.

JB headsets
Terminada a tour fomos jantar.

Um buffet enorme com muita comida. Mas a adrenalina é grande e a fome desaparece. Mas não deixa de ser interessante você estar jantando e um roadie passar com a roupa que o Kid Rock vai usar em instantes, vinda da lavanderia. Ou então ficar na fila do banheiro com o guitarrista da banda de abertura que deveria estar tão nervoso que nem percebeu que estava na porta do banheiro feminino!

To be continued...

sábado, 28 de agosto de 2010

Review Toronto, Canadá - 20/07/10

Round #1

O estádio, visto lá de cima da CN Tower

O Roger Centre Stadium fica bem no centro de Toronto, ao lado do mais famoso marco da cidade, a CN Tower. De lá de cima a gente tem uma visão 360º fenomenal de uma cidade que lembra muito São Paulo e New York. Uma metrópole imensa, cosmopolita e abençoada pela absurda diversidade de imigrantes vindos de todas as partes do mundo. A ideia de um estádio fechado num calor jamaicano de 40º na sombra me agradou! Teremos ar-condicionado, cerveja gelada e muito rock and roll no volume máximo...well sort of. Eu não sabia o eco que aquela estrutura ia fazer. :-(


The gang!

A melhor parte pra mim nessa trip foi poder reencontrar amigos queridos ao longo da viagem. Não importa a distância, a falta de contato, BJ sempre nos une. Cassia, Julie e Mel foram minhas buddies numa viagem fantástica pra Dublin na Lost Highway tour. Vou postar aqui algum dia nossas aventuras. Sacha e Bryan foram meus anfitriões em Toronto e nos divertimos como nunca. Good things come to those who wait, right guys?!

O show do Kid Rock começa e, como sempre, me divirto muuuuuito com ele. O cara não sai da passarela e tem um jeito tão cheio de si que incomoda muita gente. Eu adoro as músicas, a atitude, tudo. Mas vamos ao que interessa. Bon Jovi, entra e é ótimo ver o Jon bem recuperado, andando normalmente. Devagar, mas sem mancar.


Love's the Only Rule (video)!


O set list é bem sem novidades, a não ser por Love’s the Only Rule. Essa música me fez decidir entre empenhar todo o meu dinheiro mais uma vez para uma Bjtrip ou fazer uma viagem só de turismo. Essa música me fez acreditar de novo que a banda não perdeu a pegada, que ainda tem muita farofa(!) correndo nas veias deles. Essa música me emociona toda vez. Ao vivo então, nem se fala. É pra mim, o ponto alto do show, os telões ficam todos preto e branco, apenas com luzes vermelhas.



Jon percorre o palco e, pela primeira vez desde o show de New Meadowlands, arrisca uma andada pela passarela. A música é tão perfeita e vai crescendo, crescendo até terminar de forma emocionante com o Jon descendo as escadinhas, ainda cantando, e o nome da música fica brilhando no telão. Perfeito final para a primeira parte do show.


"The rose"

Eu sempre achei Bed of Roses a balada mais chata do mundo. Nunca entendi porque o Jon insiste em tocá-la até hoje. Sempre achei uma desculpa para o Jon seduzir a platéia, dançando com fãs, andando pela galera, pegando na mão e fuzilando todo mundo com aquele olhar 43. Só um veículo pra esbanjar aquele charme que Deus lhe deu! Mas em Toronto fui obrigada a rever meus conceitos, LOL!


Remember me?

Assim que começaram a parte acústica consegui um lugar na frente da passarela e já posicionei meu pink banner de Dry County (Passion + Persistence = JBJ changing the f**g set list someday!) e a bandeira do Brasil.



Uma mulher (depois descobri que chama Peggy) estava bem do meu lado e levou uma linda rosa vermelha. Na hora virei pra ela e disse: vamos fazer o Jon pegar esta rosa! Não deu outra...depois do solo do Richie, Jon resolveu sentar bem na nossa frente, olhou pra trás e BAM! Caiu na risada quando viu a gente gritando pra ele pegar a rosa. Aproveitei pra mostrar o pedido de Dry County pela 20ª vez. Nada como fazer sugestões subliminares durante os shows hahaha!

You're talking to me?!

Pois ele levantou e veio lentamente até a gente, pegou a rosa da mão da Peggy e com um sorriso lindo no rosto, entregou-a pra mim. Por 5 segundos que pareceram uma eternidade fiquei segurando a mão (maciaaaaaaaa!) do Jon e peguei a rosa. Afff Maria cheia de graça! Minha nossa senhora do jesus cristinho! Alguém precisava me beliscar porque aquilo tudo era muito surreal pra mim. E num momento de puro desprendimento, vi a cara desconcertada da Peggy e fiz o que era certo. Devolvi a rosa pra ela. Vi o rosto dela se iluminar de novo e fui embora sem olhar pra trás.



Todas as pessoas que ouvem a história ficam sem entender e perguntam porque eu não fiquei com a rosa, e tal. Mas eu sei que isso só aconteceu porque foi ela quem tinha levado a rosa e certamente, ela mereceu ficar com uma lembrança. Infelizmente nenhum video no youtube captou direito a imagem. Esse é um dos melhorzinhos que encontrei:



Well, that’s life. A minha lembrança tá bem guardada, na minha mente e no coração. Amanhã postarei uma super review do round #2! Fiquem ligados! ;-)